No início do livro “o pequeno príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry, percebe-se que os humanos, nós, adultos complicam por demais a vida, além de complicar a sua complicam e destroem a de outrem. Tornam feias as coisas das quais não gostam e generalizam. Não basta um único ser não gostar, não querer; espalhar para todos a fim que todos não gostem, não queiram. Infantilismo emocional. Só compreendem o que é explícito, não conseguem ir além, assim são os adultos. Assustar? Por que alguém se assustaria com um chapéu? Por que não se encanta com o básico?
Os adultos, segundo Rubem Alves, não riem o “riso que derrete as pedras”. São cabais. Excessivamente, fazem uso da razão, tornam-se computadorizados, robóticos, programados pela “adultite”. Não se permitem serem alados. A composição dos Mutantes, Baladas do louco, de 1972, traz-nos essa dimensão:
Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Sim, sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz
Leiam! Aproveitem!